O Instituto Nacional do Livro e a organização social do conhecimento no Estado Novo brasileiro: a atuação dos jornais no Plano de Divulgação de Obras Bibliográficas (1937–1945)
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Resumo
Analisa-se a atuação jornalística no Plano de Divulgação de Obras Bibliográficas, elaborado em 1938 pelo Instituto Nacional do Livro, com o objetivo de compreender de que modo a os jornais atuaram como instância de produção e organização social do conhecimento no Brasil. Parte-se da hipótese de que os jornais responsáveis pela divulgação das ações do INL, em articulação complementar com o Plano, constituíram um conjunto documental orientado pela racionalidade estatal, no qual a informação e o discurso atuaram como mecanismos de legitimação discursiva e de difusão ideológica do projeto cultural do regime. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratório-descritiva, fundamentada no método da pesquisa documental e ancorada na Análise Crítica do Discurso, em diálogo com a perspectiva teórica da Organização Social do Conhecimento. O corpus é composto por matérias publicadas em jornais de circulação nacional entre 1937 e 1945, consultadas na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional e no acervo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, tendo o Plano de Divulgação de Obras Bibliográficas como documento complementar de contextualização e análise. Os resultados indicam que a imprensa atuou como instância mediadora na sistematização e na circulação do conhecimento promovido pelo Estado, contribuindo para a construção de uma narrativa nacionalista e para a legitimação das políticas culturais do período. Conclui-se que a articulação entre a cobertura jornalística e o plano representou uma experiência de ordenação social do saber orientada pela centralização política e pela conformação de uma identidade nacional disciplinada.
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