Mediação da informação e feminismo negro: uma análise de dissertações e teses dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação brasileiros

Contenido principal del artículo

Ana Patrícia Silva Moura
Gisele Rocha Côrtes

Resumen

A pesquisa é oriunda de dissertação de mestrado e tem como objetivo identificar, com base na perspectiva teórica da mediação da informação, as dissertações e teses vinculadas aos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) brasileiros que abordam a temática das mulheres negras e do feminismo negro, evidenciando a subversão e o enfrentamento do racismo e do sexismo. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa documental, descritiva com fase exploratória e abordagem quanti-qualitativa. O corpus foi composto por 17 PPGCIs acadêmicos, dos quais 8 possuem dissertações e teses voltadas para o feminismo negro publicadas nos repositórios institucionais entre os anos de 2010 e 2023. Na amostra do estudo, há 7 dissertações e 4 teses escritas por mulheres. Os resultados apontam que a mediação dos conteúdos informacionais produzidos nas dissertações e nas teses disseminam conhecimento de direitos, visibilizando as desigualdades sociais de raça e gênero, corroborando para a elaboração de políticas públicas voltadas para a emancipação social das mulheres negras. Conclui-se que é fundamental visibilizar as produções atinentes às mulheres negras e feminismos para a subversão da invisibilização dos lugares de marginalização epistêmica alocados às mulheres negras.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Detalles del artículo

Sección
Artículos de temática libre

Citas

Akotirene, C. (2018). O que é interseccionalidade? Letramento.

Almeida Júnior, O. F. de (2015). Mediação da informação: um conceito atualizado. Em S. Bortolin, J. A. Santos Neto & J. R. Silva (Org.), Mediação oral da informação e da leitura (pp. 9-32). Abecin.

Carneiro, S. (2005). A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. [Tese de Doutorado]. Universidade de São Paulo, São Paulo. https://repositorio.usp.br/item/001465832

Carneiro, S. (2023). Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Zahar.

Côrtes, G. (2024a). A categoria analítica gênero e os movimentos feministas: diálogos na Ciência da Informação. Conhecimento em ação, (9), 1-37. https://doi.org/10.47681/rca.v9i.64409. DOI: https://doi.org/10.47681/rca.v9i.64409

Côrtes, G. (2024b). Mediação da Informação e gênero: diálogos iniciais. Em 24º Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, Vitória, Brasil. https://enancib.ancib.org/index.php/enancib/xxivenancib/paper/view/2831

Côrtes, G. R. & Martins, G. K. (2020). Protagonismo social das mulheres na Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. Em E F. C. Garcês-da-Silva & N. Romeiro (Org.), O protagonismo da mulher na Biblioteconomia e Ciência da Informação: celebrando a contribuição intelectual e profissional de mulheres latinoamericanas (pp. 281-322). Rocha Editora e Gráfica. https://livros.unb.br/index.php/estante/catalog/book/270

Côrtes, G. R. & Silva, A. R. (2023). Feminismo negro, interseccionalidade e mediação da informação. Folha de rosto, 9(2), 242-268. https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1185/822

Costa, S. S. (2020). Trajetória do feminismo negro no Brasil: movimentos e ações políticas. Em 13º Encontro Estadual de História, Recife, Brasil.

Crenshaw, K. (1989). Demarginalizing the intersection of race and sex: a black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory and antiracist politics. https://philpapers.org/archive/CREDTI.pdf?ncid=txtlnkusaolp

Davis, A. (2016). Mulheres, raça e classe. Boitempo.

Garcês-da-Silva, F. C. (2019). A inserção das temáticas africana e afro-brasileira e o ensino de Biblioteconomia: avaliação em Instituição de Ensino Superior de Santa Catarina. Revista brasileira de biblioteconomia e ciência da informação, (15), 112-130. https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1273

Garcês-da-Silva, F. C. (2023). Biblioteconomia Negra: das epistemologias negro-africanas à Teoria Crítica Racial. Malê.

Garcês-da-Silva, F., Garcez, F., Fevrier, P. & Alves, A. P. M. (2022). Justiça social e população negra: um olhar teórico-crítico para competência em informação. Perspectivas em ciência da informação, 27(2), 129-162. https://doi.org/10.1590/1981-5344/40060 DOI: https://doi.org/10.1590/1981-5344/40060

Garcês-da-Silva, F., Garcez, D. C. & Pizarro, D. C. (2023). As almas do povo branco: supremacia racial e branquitude na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Tendências da pesquisa brasileira e ciência da informação, (16), 1-25.

Gomes, H. F. (2019). Protagonismo social e mediação da informação. Logeion: filosofia da informação, 5(2), 10-21. https://doi.org/10.21728/logeion.2019v5n2.p10-21 DOI: https://doi.org/10.21728/logeion.2019v5n2.p10-21

Gonzalez, L. (1988). A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo brasileiro, (93), 69-82.

Grosfoguel, R. (2016). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista sociedade e Estado, 31(1), 25-49. https://doi.org/10.1590/S0102-69922016000100003 DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922016000100003

hooks, B. (1995). Intelectuais negras. Revista estudos feministas, 3(2), 478-646. https://doi.org/10.1590/%25x

hooks, B. (2018). O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Editora Rosa dos Tempos.

Leite, F. C. L. (2009). Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. IBICT.

Lopes, C. (2019). Pós-graduação stricto sensu e produção científica no Brasil. Câmara dos Deputados.

Martucci, E. E. (1996). A feminização e a profissionalização do magistério e da biblioteconomia: uma aproximação. Perspectivas em ciência da informação, 1(2), 225-244. https://periodicos.ufmg.br/index.php/pci/article/view/23147

Minayo, M. C. S. & Sanches, O. (1993). Quantitativo-qualitativo: Oposição ou complementaridade? Caderno de saúde pública, 9(3), 239-262. https://www.scielo.br/j/csp/a/Bgpmz7T7cNv8K9Hg4J9fJDb/?format=pdf DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X1993000300002

Moura, A. P. S. (2022). A mediação da informação sobre mulher, gênero e feminismo nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação do Brasil. (Dissertação), Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa. https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/26165

Moura, A. P. S. & Côrtes, G. R. (2024). Mediação da informação, gênero e mulheres uma análise das dissertações e teses nos PPGCIs brasileiros (2010-2020). Em questão, (30), 1-31. https://doi.org/10.1590/1808-5245.30.140321 DOI: https://doi.org/10.1590/1808-5245.30.140321

Moura, A. P. S., Côrtes, G. R. & Silva, A. R. (2023). Mediação consciente da informação: o protagonismo social das dissertações sobre mulheres e feminismo dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Brasil. Tendências da pesquisa brasileira e ciência da informação, (16), 1-23. https://revistas.ancib.org/index.php/tpbci/article/view/610

Moura, M. A. (2017). Narrativas culturais, protagonismo e mundo comum. Em H. Gomes & H. F. Novo (Org.), Informação e protagonismo social (pp. 93-106). EDUFBA.

Passo, L. A. S. L., Nunes, J. V. & Cavalcante, L. E. (2023). Pela visibilidade das minorias: análise da produção científica da primeira edição do GT-12 no Encontro Nacional de Pesquisa em Pós-Graduação em Ciência da Informação de 2022. Em 23º Encontro Nacional de Pesquisa em Pós-Graduação em Ciência da Informação, Aracaju, Brasil. DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2236-417X.2022v12n3.65346

Ribeiro, D. (2018). Quem tem medo do feminismo negro? Companhia das Letras.

Sardenberg, C. M. B. (2002). Da crítica feminista à ciência a uma ciência feminista? Em A. A. Costa & C. M. B. Sardenberg (Org.), Feminismo, ciência e tecnologia. Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre Mulher e Relações de Gênero (REDOR).

Santos Neto, J. A. (2024). Mediação implícita da informação e os marcadores sociais da diferença: protagonismo e aspectos éticos na organização e representação da informação e do conhecimento. Folha de rosto, 9(2), 269-297. DOI: https://doi.org/10.5433/2317-4390.2022v11n2p73

Scott, J. (1995). Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e sociedade, (16), 71-99.

Silva, D. M. F., Viana, A. R. L., Cavalcante, G. F. F. & Lima, I. F. (2022). Memória e decolonialidade: a poética de Tatiana Nascimento nas mídias sociais. Em 22º Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, Porto Alegre, Brasil. https://enancib.ancib.org/index.php/enancib/xxiienancib/paper/view/986

Silva, L. K. R. & Saldanha, G. S. (2021). Epistemologia Social Feminista Negra (EPISFEN): trajetórias de vida e feminismo negro em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Tendências de pesquisa brasileira em ciência da informação, (14), 1-21.

Silva, L. K. R. & Aquino, M. A. (2013). Bamidelê: por uma sociologia da informação étnico-racial na organização das mulheres negras da Paraíba. Pesquisa brasileira em ciência da informação e biblioteconomia, 8(1). https://pbcib.com/index.php/pbcib/article/view/16952/10044

Silva, L. K. R. & Aquino, M. A. (2014). Fontes de informação na web: apropriação, uso e disseminação da informação étnico-racial no movimento negro da Paraíba. Transinformação, 26(2), 203-212. https://doi.org/10.1590/0103-37862014000200009 DOI: https://doi.org/10.1590/0103-37862014000200009

Silva, L. K. R. (2020). Feminismo negro e epistemologia social: trajetórias de vida de pesquisadoras negras em Biblioteconomia e Ciência da Informação [Tese de doutorado]. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Tonello, I. M. S., Lunardelli, R. A. & Almeida Júnior, O. F. (2012). Palavras-chave: possibilidades de mediação da informação. Ponto de acesso, 6(2), 21-34. https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/4524 DOI: https://doi.org/10.9771/1981-6766rpa.v6i2.4524

Vieira, K. R. & Karpinski, C. (2019). The historical and epistemological relations between Librarianship and Information Science in the Brazilian scientific production. Transinformação, (31), 1-11. https://doi.org/10.1590/2318-0889201931e180043 DOI: https://doi.org/10.1590/2318-0889201931e180043

Werneck, J. (2000). O livro da saúde das mulheres negras. Pallas.